Uma das 7 maravilhas do Pará

A ilha de Mosqueiro é uma das 7 maravilhas do Pará, possui segundo dados do IBGE, coletados no Censo 2010, cerca de 30 mil habitantes e corresponde a 48% do território belenense, possui 21 praias de água doce formada pelo Rio Pará que proporcionam ondas de água doce (fenômeno único no mundo) que chegam a mais de 3 m de altura proporcionando práticas esportivas como o surf, kitesurf, windsurf, dentre outros, além de contar com um arquipélago de outras pequenas ilhas com características ambientais da selva Amazônica onde está instalado o Parque Ambiental de Mosqueiro. Além disso, a ilha é dotada de infraestrutura hoteleira, bares e restaurantes e tem o turismo de 2ª residência como principal ferramenta de engajamento turístico, chegando a receber cerca de 500 mil pessoas em períodos sazonais de acordo com informações da Polícia Militar publicadas em jornais de grande circulação no estado.

A MARAVILHA DO PARÁ E SUA GEOGRAFIA

Segundo o Anuário Estatístico 2012, de Belém, o Distrito Administrativo de Mosqueiro, apresenta uma área total de 219,67 Km², dos quais 54,32 Km² constituem a Macrozona do Ambiente Urbano (Zona Urbana), distribuídos em 19 bairros, e 165,35 Km² a Macrozona do Ambiente Natural (Zona Rural), correspondendo a 48% do território de Belém, capital do estado do Pará .

Mosqueiro, uma das maravilha do Pará, é a maior das 39 ilhas que, juntamente com a área continental, compõem o Município de Belém, está inserida na microrregião guajarina, em um típico ambiente estuarino com influências do oceano Atlântico. Está localizada na costa oriental do Rio Pará, no braço sul do Rio Amazonas que forma as baías de Santo Antônio, do Marajó e do Sol. Os principais rios que nascem no interior da ilha são o Murubira, o Pratiquara e o Mari-Mari, os quais seguem o regime das marés.

Esse complexo sistema de drenagem permite identificar três ecossistemas: a região litorânea, caracterizada pela presença de uma faixa de areia com aproximadamente 18 km, que forma praias; a região de terra firme, formada pelas áreas mais altas, mais afastadas dos rios e outros cursos d’água e a região de áreas baixas, podendo ser de igapó e várzea, com pequenas ilhas anexas, cuja dinâmica ambiental está baseada nos rios rios e diversos cursos d’água.

A MARAVILHA DO PARÁ E SUA URBANIZAÇÃO

A urbanização da Ilha de Mosqueiro teve início com a política das “sesmarias” como eram chamados os documentos que doavam as terras pertencentes à Província Imperial onde não era observado o desenvolvimento de atividades econômicas ou a ocupação do espaço colonial, no início índios habitavam a ilha que passaria mais tarde a receber jesuítas para catequizá-los e escravos para atividade laborais nos sítios.

No século XIX Mosqueiro passa a ser descoberto por estrangeiros: ingleses, franceses, norte-americanos e alemães que viviam na cidade de Belém, passando a tornar-se local de veraneio da elite paraense. Esse movimento de ocupação de Mosqueiro ganhou intensidade com a construção da Rodovia PA-391 e da ponte Sebastião Oliveira, que liga a ilha ao continente.

A MARAVILHA DO PARÁ E SUA POPULAÇÃO

De acordo com o Censo do IBGE de 2010, a população de Mosqueiro é de 31.394 moradores em dezenove bairros : Aeroporto (1.170 moradores); Ariramba (1.942 moradores); Baía do Sol (2.414 moradores); Bonfim (776 moradores); Carananduba (5.445 moradores); Caruara (794 moradores); Chapéu Virado (1.159 moradores); Farol (851 moradores); Mangueiras (2.851 moradores); Maracajá (3.345 moradores); Marahú (132 moradores); Murubira (1.519 moradores); Natal do Murubira (1.098 moradores); Paraíso (315 moradores); Porto Arthur (283 moradores); Praia Grande (748 moradores); São Francisco (2.438 moradores); Sucurijuquara (1.074 moradores) e Vila (3.040 moradores). Caso fosse emancipada, Mosqueiro estaria entre os municípios paraenses de médio porte

Durante os períodos sazonais como férias escolares, festas de fim de ano e carnaval, por exemplo, a população flutuante de Mosqueiro, de acordo com informações da Prefeitura de Belém, oscila de de 300 a 500 mil pessoas dependendo do período. Para acomodar esse inchaço populacional repentino e temporário, a ilha de Mosqueiro precisa contar com uma infraestrutura robusta que garanta a subsistência desse público nesses períodos.

No século XIX Mosqueiro passa a ser descoberto por estrangeiros: ingleses, franceses, norte-americanos e alemães que viviam na cidade de Belém, passando a tornar-se local de veraneio da elite paraense. Esse movimento de ocupação de Mosqueiro ganhou intensidade com a construção da Rodovia PA-391 e da ponte Sebastião Oliveira, que liga a ilha ao continente.

A MARAVILHA DO PARÁ E SUA INFRAESTRUTURA

Apesar da ilha de Mosqueiro ser um distrito administrativo da cidade de Belém possui uma infraestrutura comparada a de muitos municípios do Estado do Pará; são 15 (quinze) escolas municipais; 6 (seis) escolas estaduais; 1 (um) hospital Municipal; 5 (cinco) Unidades Municipais de Saúde; 3 (três) unidades da COSANPA – Cia Estadual de Saneamento do Pará, para o de abastecimento de água; 01 (um) unidade integrada de policiamento – Seccional; 1 (um) Batalhão da Polícia Militar; 1 (um) unidade do Corpo de Bombeiros; 3 (três) mercados públicos; 1 (um) terminal rodoviário; inúmeras igrejas católicas e protestantes; hotéis; pousadas; restaurantes; bares; lanchonetes; farmácias; supermercados; postos de combustível; bancos; etc.

 

A MARAVILHA DO PARÁ E SUA HISTÓRIA

A história da ilha de Mosqueiro, poderia ter sido outra se o navegador espanhol Vicente Iañes Pinzón, em janeiro de 1500, desembarcou em uma das praias de uma aprazível ilha com ondas de água ou se em fevereiro de 1542, quando o explorador espanhol Francisco Orellana conclui a travessia do Rio Amazonas desde os andes até o Oceano Atlântico, ou se ainda, Francisco Caldeira Castelo Branco em dezembro de 1615, tivessem se estabelecido na região durante o período de descoberta e desbravamento da América do Sul.

A ilha já foi palco de batalhas durante a revolta dos Cabanos na primeira metade do século XIX, mas foi durante o período da belle époque belenense que Mosqueiro passou a figurar como usufruto de veranistas que adquiram propriedades e construíram os famosos chalés em estilo europeu. Essa relação se intensificou com a construção da Rodovia Belém-Mosqueiro e da Ponte Sebastião de Oliveira que possibilitou o acesso de milhares de pessoas.

A MARAVILHA DO PARÁ E SUA CULTURA

As tradições culturais de Mosqueiro estão ligadas às memórias introduzidas no século XX, desde quando passou a refugiar veranistas oriundos da capital paraense e a estabelecer hábitos ao cotidiano bucólico ligados às programações a beira mar em residências de famílias tradicionais de Belém, em estabelecimentos comerciais que viraram referência nessa época ou em eventos carnavalescos da sede do Pedreira Esporte Clube e do antigo Praia Bar e nas edificações erguidas ao longo desse tempo pelo poder público, como praças e mercados, além das igrejas católicas.

No final do século passado, além do desfrute praiano oferecido aos visitantes com ondas de água doce, a culinária mosqueirense ganhou espaço com pratos a base de pescado como o filhote e a pescada amarela, a tapioca, outra marca da culinária local, ganhou um espaço exclusivo para atender o público amante desta iguaria, frutas amazônicas encontradas na ilha com facilidade, em forma de suco agregam excelente valor aos pratos.

A quadra junina e o carnaval enquadram os ritmos da época atraindo um público fiel a essas tradições folclóricas, manifestado por grupos organizados na região que realizam apresentações para o deleite dos espectadores em eventos organizados pelo poder público ou por promotores particulares. A cultura religiosa transcende por décadas em várias localidades do Distrito de Mosqueiro com homenagens a vários santos da igreja católica como Nossa Senhora do Ó, Nossa Senhora da Conceição, São Pedro e Santa Rosa de Lima, além do culto umbandista a Iemanjá, Rainha do Mar, no dia 8 de Dezembro. Neste mês, no segundo domingo, a comunidade evangélica realiza o dia da Bíblia desde 1911.

Círio de Nª Sª do Ó, padroeira de Mosqueiro

A crendice popular também manifesta-se no imaginário mosqueirense, no causos contados pelos moradores antigos como a lenda do Boto, da Cobra Grande, do Padre sem Cabeça, da Mulher Encantada, da Matinta e do chupa-chupa, este último com relatos marcantes de várias pessoas da comunidade da Baía do Sol, uma vez que trata da presença de OVNI’s na região. Muitas dessas histórias registrada em livros de escritores locais que também se dedicam a produzir poesia. A ilha também abriga talentosos artistas plásticos que desenvolvem pinturas e artesanatos em madeira e outros materiais, porém, nesse quesito, as tradicionais varetinhas de Mosqueiro conhecidas como “varinhas da conquista” esculpidas a mão.

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